Tomb Raider Underworld
A Crystal Dynamics encarnou o Chris Nolan. Se a warner precisou chamar o diretor de Amnésia para poder reformular (e salvar) a franquia de Batman nos cinemas, a Eidos fez bem em jogar a série Tomb Raider na mão dos norte-americanos.
E eis que surge Tomb Raider Underworld. Depois de ter o game reformulado em Tomb Raider Legends e obter sucesso de crítica e de vendas a Crystal Dynamics repetiu a dose na nova série da Lara Croft. Montou um roteiro de deixar os filmes no chinelo e deu conta de criar cenas de ação fantásticas, além de dar um belo tapa no visual e colocar efeitos de luz e sujeira formidáveis.
Para os fãs mais antigos da série (como eu), podem encontrar alguns defeitos, como os “problemas” serem ridículamente fáceis de serem solucionados e uma leve impressão de estar jogando Super Mario World as vezes, de tanto que se pula de um lado para outro em paredes de determinadas fases. Nem de longe os dois últimos episódios batem aquela dor de cabeça que se tinha de sair do lugar nos dois primeiros da série. E não existe mais a sensação de estar perdido como antes.
Porém, a ação que ficou escassa em vários outros títulos da série foi elevada a enézima potência, e o roteiro ficou muito mais cinematográfico do que em qualquer outro. Parece que a reformulação veio fazer isso, deixar o mundo de Tomb Raider menos cabeçudo e com mais ação, afinal, é um jogo de adventure. Eu particularmente gostei da mudança pois o primordial, que é a exploração do ambiente continua por lá. E é esse lado Indiana Jones que faz o barato do jogo.
Ah, Underworld ainda ganha pontos por ser o primeiro game que vejo, que começa pelo meio, com a mansão de Lara pegando fogo (com você dentro) e seus companheiros querendo te matar. Só depois de algumas horas de jogo que você realmente fica sabendo o que está acontecendo. Palmas para quem criou esse prelúdio.
Nota: 8,5
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