Dead Line

01Jul09

Com mais de um milhão e meio de acessos, o vídeo de graduação do senhor Bang-yao Liu está fazendo sucesso no Youtube. Em seu curta, muito bem feito, e trabalhozíssimo, o cara mostra o que muitos já tivemos que fazer, dormir na frente do PC por conta de um Deadline aportando.

Bem feito, e com ótima trilha sonora á cargo do Röyksopp, sim, aqueles mesmos que montaram um clip com visual de Space Invaders. Makingoff? Sim, por aqui.

Esse eu vi no parceiro Smellycat.


La peste

25Jun09

Dirigido á sete mãos por Olivier Dubocage, Michal Firkowski, Benoît Galland e Gildas Le Franc o curta La Peste mostra a chegada de um grupo á uma vila devastada por uma súbita peste. Porém entre os mascarados também existem segredos que no final podem ser dramáticos. Bela fotografia, com narração sussurrada e tema pensante.

Acesse o site e veja algumas artes e textos sobre a produção.


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Terror na Casa do Lago (The Last House on the Left, 2009) é um filme no mínimo perigoso. Em seus primeiros 20 minutos ele aparenta ser apenas mais um filmeco de terror adolescente, na terceira parte entendemos o porque do nome Wes Craven (Pânico, A hora do pesadelo) estar vinculado áo remake como produtor e a na reta final vira um teste psicológico.

Primeiramente deve-se saber que o filme é um remake de Aniversário macabro de 1972 e que foi dirigido por Craven (que aqui deixou a direção na mão do estreante Dennis Iliadis) ainda quando era o mestre terror. Na história duas garotas são “mortas” por uma gangue em uma pequena cidade, e pra fugir de uma tempestade, se abrigam na casa da família de uma das vítimas sem que eles ainda soubessem do acontecido.

Até nesse ponto da trama o espectador é forçado á assistir á todo tipo de tortura possível com as vítimas em meio á uma mata fechada. Um verdadeiro sadismo para fãs da série Jogos Mortais. E se no começo o filme era um terror adolescente, a coisa fica mais séria com a cena em que a jovem Mari (Sara Paxton) é violentada e baleada ao tentar fugir á nados num lago.

Mas é na terceira parte da trama que o filme se transforma, e ai vem o perigo. Pra quem assistiu ao trailer, ou o original, sabe-se que Mari na verdade não morre, e consegue chegar em casa se arrastando quando os bandidos ainda estão lá. Só que o pai da jovem, o médico John (Tony Goldwyn, a única boa atuação do filme), resolve aproveitar que os malucos responsáveis por aquilo ainda estão na sua casa, e vai atrás pra se  vingar com a ajuda da esposa Emma (Monica Potter de Patch Adams). E nesse momento, não importa o que eles façam com os bandidos, por mais sádico que seja, nós gostamos de ver!

É estranho, pois no momento em que Mari é esfolada alguns podem até virar o rosto pro lado e se sentir incomodado. Mas quando John martela, afoga, corta e costura um dos bandidos, sentimos uma pequena sensação de prazer, pois é a vingança pra quem a merece. E isso desperta uma idéia estranha na cabeça. O que era errado á 20 minutos atrás, se torna correto. E por mais idiota e sanguinários que sejam os filmes da franquia Jogos Mortais ou Faces da Morte, tem sempre um vilão por trás ou algo que é tido como errado, e aqui em Terror na Casa do Lago a violência é liberada, é válida.

Ainda que se trate de um filme, e que eu não faça parte do núcleo que pensa que filmes e jogos violentos devam ser proibidos (adoro GTA, God Of War e outros), acho que os extremos são postos muito rapidamente durante a projeção e o roteiro leva o espectador a torcer para que o pior aconteça aos bandidos, e se possível, na forma mais maléfica possível. Ainda que talvez realmente pensemos assim, tem certos pontos da natureza humana que não devem ser colocados tão descaradamente dessa forma.

Nota: 5


pirata

Depois de Michel Gondry ter dado as caras no país esse ano agora é a vez da Lei Sarkozy. Dos mesmos produtores do 14º salário e da hora extra pra quem trabalhar na quinta e sexta-feira vem um novo projeto de lei diretamente de Brasilia que pode melhorar e muito a nossa nação no mínimo interessante.

O senhor Deputado Federal Bispo Gê Tenuta apresentou um projeto de lei que pode barrar o acesso á internet de quem tentar baixar conteúdo com licença de copyright. Funciona assim (aos moldes do que foi adotado na França): Tentou baixar filme ou música, eles dão o primeiro aviso (tiro de canhão?), reincidiu, eles avisam novamente (vamos afundar essa m@#a heim?) e se o corajoso tentar de novo, imediatamente tem o acesso á web cortado permanentemente.

Claro que a PL já foi considerada inconstitucional por denominar invasão de privacidade. Mas a tentativa está lá pra ser ou não autorizada. O melhor de tudo é que o deputado faz parte da bancada evangélica do senado e é ligado á gloriosa igreja Renascer (sim, aquela). E segundo ele disse áo jornal O Estado de São Pualo a idéia veio de um amigo: ”Foi um músico gospel chamado DJ Alpiste. Ele começou como locutor numa rádio, cresceu com a arte dele e agora que pode se desenvolver, começa a ficar tolhido porque não tem a venda que lhe assegura o crescimento por conta de cópias. A indústria cultural está morrendo. Essa é uma preocupação que sempre tive”

Claro, o bispo Gê por conta de sua base religiosa, pode não saber que Batman – O cavaleiro das trevas fez mais de 1 bilhão de dólares de bilheteria mesmo com a pirataria por ai e que o Coldplay anda vendendo como água seu último CD. Coitado…

Li no Cultura Livre


Seja qual for o setor que você trabalhe, sempre vai encontrar alguém assim. Eles devem ter aprendido a negociar com Monty Phyton e a vida de Bryan.


Kodachromes DemiseKodachrome (*1935 – 2009 +). Esse ainda demorou um pouco mais. Depois de anos se segurando pelas beiradas, o “melhor filme de todos” da Kodak foi descontinuado ontem. Kodachrome foi o responsável por várias das melhores capturas de imagens dos documentários da National Geographic e por muitos vídeos de casamento, bebês correndo e slides de viagens chatas de famílias sem noção por ai.

Por fim, com o avanço do sistema digital, apenas um laboratório no mundo estava com serviço de revelação para o filme (o modo K-14). Os saudozistas vão chiar, mas é por uma boa causa. Mas, valeu enquanto durou, e as vezes ainda sinto falta dos tempos em que as pessoas pensavam duas, três vezes antes de tirar uma foto, ao invés de encher o saco com flashs e poses a cada 5 minutos.